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Terra Blog

Arquivo de: Junho 2008

30.06.08

TERÇA EM SANTO ANDRÉ

Nesta terça-feira transmito pelo PFC, Santo André x CRB, nona rodada da série B do Brasileiro, no estádio Bruno José Daniel, às oito e meia da noite, horário de Brasília.

Comigo estarão os amigos João Carlos Assunção, Alexandre Oliveira, mais todo o time de geração, produção e coordenação Rio-São Paulo.

O time andreense está na décima-terceira posição, distante seis pontos do bloco do acesso, mas encostadinho na zona de rebaixamento. Não venceu nas duas últimas rodadas.

Já o clube alagoano é o último colocado, apenas uma vitória, cinco derrotas e dois empates. Está preocupando a sua grande galera em todo o Nordeste.

CRB, Clube de Regatas Brasil, fundado em 1912, não joga o Brasileirão desde 1986. Pelo jeito que começou a temporada atual, vai ser difícil a sua torcida esperar briga pelo acesso. Será mais um ano de batalha para se manter na Segundona.

  • criado por  jota júnior criado por jota júnior
  • Postado em 15:01:16

28.06.08

É POSSÍVEL AGRADAR A TODOS?

Outro dia num papo com universitários, alguém me perguntou se há uma receita ideal para se narrar futebol e agradar à todos.

Respondi que não. Claro que não. O público é diferenciado. Os profissionais do microfone são diferenciados em suas características.

Há quem aprecie o comunicador técnico, isento, aquele que dá prioridade às imagens. Que passa quase despercebido numa transmissão. Que não força a barra na emoção.

Há quem prefira o narrador que fale muito, que faça barulho mesmo que o espetáculo não ofereça emoção. Há os admiradores de locutores engraçados ou pretensamente engraçados. Há uma gama de telespectadores e suas preferências.

Na verdade, as imagens são o conteúdo mais importante de um espetáculo esportivo. Muito mais do que qualquer comunicador. Mas a técnica ou o estilo utilizado pelo narrador pesa muito na hora da escolha ou avaliação de quem assiste.

Agradar cem por cento? Nem pensar.

Os maiores comunicadores da televisão, atuais e de ontem, não agradam e não agradaram totalmente. Cada um na sua, com a sua qualificação, mas sempre sob o crivo severo da turma da poltrona.

Tenho comigo que o profissional que for para o ar preocupado com a diversidade de público que o assiste, não terá coragem nem de abrir a boca.

Até pelo fato do esporte ser uma matéria leve, objeto de descontração e lazer, sem grandes responsabilidades sociais, a barra dos locutores fica aliviada. Apesar da paixão que envolve o produto, evidentemente.

Em qualquer atividade é dificílimo agradar a todos.

O jeito é não comprometer muito. É deixar que as imagens ditem os rumos da transmissão e o crivo do telespectador.

É muito melhor, às vezes, evitar o pronunciamento de opinião sobre um pênalti, por exemplo, contrariando o assistente, e deixar o julgamento da jogada exclusivamente para quem está em casa.  

Até porque, o componente "paixão" sempre tem peso na hora de um torcedor fazer a leitura do lance, onde dificilmente ele irá concordar com o narrador ou comentarista.

Portanto, amigos, não há receita perfeita para uma boa jornada televisiva. Ninguém tem. Nem os gênios que estão e que já estiveram à frente desse fantástico veículo. Muito já se tentou.

Particularmente, tenho plena certeza que não agrado a todos, erro muito, mas deixo sempre as transmissões com a consciência em paz e a certeza do dever cumprido, ciente das limitações humanas a que estou submetido.

Se errei, não foi por dolo, maldade ou tendência. Foi erro de natureza ou de incompetência, mesmo. Só isso.

Como entendo, também, que os comunicadores deveriam ser entendidos como "humanos, falíveis", e perdoados nas suas falhas de interpretação e de atuação.

Narradores, comentaristas, repórteres, apresentadores, não são de outro planeta, de outra composição molecular. São falíveis, passíveis de erros, evidentemente.

Essa é uma imagem equivocada que se criou dos profissionais de rádio e tevê, de que eles não podem errar. Por que não podem errar?

Erramos muito e continuaremos a errar, sim, graças à nossa natureza de aprendizado.

Ou você que nos dá o prazer da leitura neste espaço, NUNCA ERROU em sua atividade profissional?

 

  • criado por  jota júnior criado por jota júnior
  • Postado em 14:44:33

27.06.08

UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA

Meu final de semana será de folga. Não fui escalado para nenhum evento. Ficarei em casa, lendo, vendo alguma coisa na televisão, viajando pela Internet, enfim, cumprindo a não escala.

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Obrigado aos amigos que se manifestaram no post anterior sobre as dificuldades técnicas havidas na transmissão da Copa de 58. Os caras de retaguarda foram realmente heróis, e infelizmente sem direito a medalha.

Vejo as grandes e pequenas obras, em qualquer setor, como um todo.

Não se faz um campeão de bilheteria ou de audiência, só com os protagonistas. Há a equipe de produção e apoio, coadjuvantes, os figurantes, diretores, uma gama de profissionais.

Um grande prédio num grande centro, não seria erguido sem os operários, por sinal, sempre pessimamente remunerados.

Nós, aqui do sul e sudeste, discriminamos (SIM) os irmãos do Norte e Nordeste, mas sem eles na mão de obra não teríamos os grandes edifícios que emolduram nossos centros comerciais e empresariais.

Quem de nós botaria a mão na massa para erguer arranha-céus? Nossa empáfia e incompetência não permitiriam.

Um time campeão não se resume somente a jogadores, treinador, comissão técnica e dirigentes. Tem massagista, roupeiro, mordomo e etc.

É uma questão de justiça a quem compõem o grupo vencedor.

Por essas e outras, valorizo muito os amigos e colegas operadores de áudio e os geradores de imagens nas transmissões esportivas. Além, é claro, de outros segmentos envolvidos numa jornada, como produtores, coordenadores, estagiários, e muito mais gente.

Valorizarei, sempre.

  • criado por  jota júnior criado por jota júnior
  • Postado em 14:54:23

25.06.08

HERÓIS ANÔNIMOS DE 58

Quando trabalhei na Rádio Bandeirantes, entre 1980 e 83, ouvi dos queridos amigos operadores de áudio da época, as histórias das dificuldades da emissora em transmitir os Mundiais a partir de 1954.

As Copas de 54 e 58, por exemplo, Suiça e Suécia respectivamente, foram um desafio monstruoso para as emissoras brasileiras. Era na base das ondas curtas saindo dos estádios, passando por uma central telefônica de lá, e seguindo depois através de cabos submarinos até o Brasil.

Os comunicadores que faziam as transmissões irradiavam os jogos sem saber da qualidade, e se estava no ar. Não havia retorno de áudio, não era possível escutar a rádio de origem.

Depois do jogo é que os profissionais ficavam sabendo se tudo tinha corrido bem, através de telegramas e cabogramas. Ligações telefônicas demoravam horas e horas para serem completadas entre a Europa e o Brasil.

Que loucura.

Hoje a gente ouve as gravações dos jogos dessas duas Copas e admira a qualidade do áudio. Em resumo, o pessoal da área técnica daquela época foi muito competente. Entrou em campo a criatividade do homem.

Isso tudo há mais de 50 anos atrás. Olha como evoluimos e em tão pouco tempo, na verdade.

Tivemos os heróis da conquista da Suécia em campo, 1958, mas tivemos também outros heróis, os da comunicação através do rádio.

Rendo aqui as minhas homenagens aos radialistas que operaram na grande conquista em terras escandinavas. Pessoal de microfone e especialmente a turma da parte técnica. Fizeram uma operação de guerra para que os brasileiros pudessem ouvir as transmissões.

Ah se tivéssemos naquela época o hoje badalado "making of" das coberturas dos Mundiais de 54, 58, 62, até 1966 na Inglaterra. Já a partir do México 70, as coisas ficaram mais suaves para as rádios, mesmo com as limitações técnicas ainda da época.

Em 74 na Alemanha já estava tudo mais moderno. Fiz minha primeira Copa na Argentina em 1978 e não tivemos qualquer problema de comunicação. E daí por diante, um mar de tranqüilidade com a chegada do satélite e agora com a digitalização. 

Enquanto homenageamos legitimamente os atletas campeões do mundo de 1958, mais comissão técnica, fica o meu registro de lembrança e agradecimento aos "operadores mágicos" do rádio daquele tempo.

É uma pena que não estejam mais fisicamente entre nós. Mas não podem ser esquecidos.

Pena também que não tenhamos os nomes desses heróis, para que a homenagem seja mais justa e direta.

  • criado por  jota júnior criado por jota júnior
  • Postado em 17:10:58

24.06.08

PROBLEMAS TÉCNICOS

Amigos, não estou conseguindo responder aos comentários, como de costume. Algum problema técnico impede. Estou apurando.Peço desculpas. Espero em breve retornar com esse expediente de respeito a quem deixa suas posições e observações.
  • criado por  jota júnior criado por jota júnior
  • Postado em 21:51:32